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As bolas de futebol da Copa do Mundo FIFA

2010 África do Sul

Jabulani is the Official Match Ball of the FIFA World Cup Southafrica 2010

Adidas Jabulani e bola oficial da Copa do Mundo da FIFA.

Não apenas as equipes tem se classificar para a Copa do Mundo, a bola oficial teve também que se submeter aos testes da FIFA Quality Concept para o futebol. Após análise cuidadosa, ele foi premiado com o selo da FIFA APPROVED.

Agora estamos ansiosos para a Copa do Mundo da FIFA na África do Sul, onde adidas Jabulani irá desempenhar o papel principal e podem proporcionar muitos momentos emocionantes na sua qualidade comprovada..

2006 Alemanha

Demorou bem mais de três anos de intensa pesquisa e desenvolvimento para apresentar a adidas “+Teamgeist”, a bola com melhor desempenho até então. Graças à revolucionária configuração de bola de 14 gomos, os jogadores agora podem revelar suas verdadeiras habilidades, já que as características de qualidade e desempenho são exatamente idênticas toda vez que chutam a bola.
O adidas Innovation Team (a.i.t) testou, rigorosamente, a nova Bola Oficial para a FIFA World Cup™ 2006 na Alemanha, primeiro sob condições laboratoriais mais rígidas possíveis, e depois com jogadores profissionais e clubes nos gramados. Testes científicos foram realizados junto com o Grupo de Pesquisa em Tecnologia do Esporte da Universidade de Loughborough, uma das maiores instituições do ramo. Estes testes confirmaram que a adidas “+Teamgeist” é mais redonda, precisa e consistente do que qualquer outra bola de jogo da concorrência.
A Itália venceu pela quarta vez na Alemanha, ganhando da França nos pênaltis em Berlim. Embora o cartão vermelho dado a Zinedine Zidane tivesse permanecido como a imagem mais marcante da Final, o triunfo italiano será lembrado como uma conquista da equipe, com dez diferentes jogadores da Azzurri marcando gols durante o campeonato.

2002 Coreia /Japão

A bola para a FIFA World Cup Korea/Japan™, conhecida como a “Fevernova”, era o resultado de três anos de aperfeiçoamento na “Tricolore” no centro de pesquisa da Adidas em Scheinfeld, no sul da Alemanha. O material consiste em seis camadas ou revestimentos, começando com uma bexiga de látex natural dentro, depois um tecido de malha Raschel com três camadas, a espuma sintática, uma camada de poliuretano, uma impressão protegida com tinta Iriodin e, finalmente, uma camada de poliuretano transparente resistente ao rasgo. O desenho da tríade adidas se tornou, agora, duas tríades simples ampliadas, com as setas para o sentido horário nas cores cinza, vermelha e dourada. O fundo não era mais o branco puro tradicional, mas mais uma cor champanhe. Mais de 2500 bolas foram fornecidas para as finais e cerca de seis milhões de bolas oficiais de alta qualidade e bolas réplicas já foram vendidas em todo o mundo.
A final foi entre as duas nações mais famosas da FIFA World Cup™ de todos os tempos – Brasil versus Alemanha. Os dois gols no segundo tempo de Ronaldo deram ao Brasil seu quinto campeonato da FIFA World Cup™ e, definitivamente, espantaram os fantasmas da final na França de 98. Foi uma briga dura num jogo de igualdade, próprio de um duelo de titãs do mundo do futebol, mas Ronaldo deu o toque de grandeza que separou os dois times em Yokohama, Japão.

1998 França

A “Tricolore” usada em 1998 foi a primeira bola colorida a ser desenhada para a FIFA World Cup™. Sua tríade incorporando os símbolos da nação anfitriã, a França – um galo, um trem em alta velocidade e uma turbina. A bola era de um material sintético totalmente novo, moldada com ‘espuma sintética’ que afirmavam dar melhor compressão e mais repiques, características de suas antecessoras. A espuma era feita de microcélulas cheias de gás, que distribuem energia igualmente quando a bola é chutada.
Esta foi a Final que todo mundo esperava. Os Campeões do Mundo contra o país da casa, mas foi um Brasil estranhamente dominado que entrou em campo; corriam rumores na multidão de que era um problema de condição física do jogador estrela do Brasil, Ronaldo.
A França estava determinada a vencer em casa. E, de fato, isso aconteceu tão facilmente com dois gols de cabeça do futuro ‘Jogador Mundial do Ano’, o algeriano Zinedine Zidane.
Emmanuel Petit adicionou um terceiro para fazer os 3-0.
Assim, finalmente a França, lar de Jules Rimet, criador da FIFA World Cup™ e semifinalistas sem sorte em 1982 e 1986, conseguiu sua justa recompensa e o país comemorou noite adentro.

1994 EUA

A bola chamou-se a “Questra”, a partir da palavra “quest”,para indicar a busca dos EUA por estrelas, e estrelas foram incorporadas na tríade. A bola foi desenvolvida na França e, depois, totalmente testada pelos times e jogadores tanto da Europa quanto dos EUA. A bola foi fabricada com cinco materiais diferentes com uma camada externa final durável, mas flexível, feita de poliuretano.
O Brasil encontrou a Itália na Final – repetindo 1970. O Brasil não foi capaz de romper a defesa italiana, embora tivessem ocorrido alguns chutes a gol. Roberto Baggio foi o atacante-estrela italiano nas primeiras partidas, mas sofreu uma lesão no tendão e não estava bem. No final dos 120 minutos, o placar era 0 x 0.
Então, pela primeira vez, o resultado do jogo foi decidido nos pênaltis. Márcio Santos perdeu para o Brasil, assim como Barese e Massaro para a Itália. Biagio preparou-se para igualar o placar, mas atirou a bola diretamente sobre a trave superior do gol de Tafarel, e o Brasil levou a quarta Taça do Mundo FIFA.

1990 Itália

A tríade “Etrusca” mostrava um leão etrusco no seu desenho. A bola foi, de novo, fabricada completamente com camadas de fibras totalmente sintéticas, incluindo uma de látex para dar estabilidade e resistência a rasgar, uma camada de neoprene para tornar a bola impermeável e uma camada de poliuretano externa para resistência ao desgaste e boa qualidade de repique.
A Argentina enfrentou a Alemanha – pela segunda vez em uma Copa do Mundo – na Final.
O único gol numa Final muito pobre aconteceu, aos 40 minutos do segundo tempo, de pênalti, quando Völler foi derrubado na área e o chute certeiro de Brehme deu a vitória da partida aos alemães.
Dois argentinos foram expulsos – Monzon por uma falta em Klinsmann aos 42 minutos do segundo tempo, e Dezotti que recebeu o cartão vermelho quando tentou apressar a jogada puxando ostensivamente Köhler que parecia estar fazendo hora com a bola. Franz Beckenbauer tornou-se o segundo homem a vencer uma Copa do Mundo como jogador e como treinador.

1986 México

A “Azteca” foi um modelo completamente novo feito de material sintético em camadas, cada uma com diferentes propriedades para dar firmeza à bola, conservar sua forma e ser completamente à prova d’agua. Esta foi também a primeira bola a exibir o desenho especial para FIFA World Cup™ – a tríade foi baseada num mural asteca.
A Final foi entre uma primorosa Alemanha Ocidental, treinada por um antigo capitão, Beckenbauer, e uma Argentina inspirada.
A Argentina fez 2-0 no segundo tempo e parecia estar perto da vitória. Mas a determinação alemã foi mostrada – não pela primeira vez numa Final da Copa do Mundo – e, aos 37 minutos do segundo tempo, a Alemanha igualou o placar.
Incentivada pela multidão, a Argentina seguiu em frente e o capitão Maradona lançou um passe no ar, perfeitamente dosado, para Burrichaga que encaixou a bola, confiantemente, fora do alcance de Schumacher, para fazer 3-2.
Maradona não marcou na Final, mas não há dúvidas de quem herdava, agora, o título de melhor jogador do mundo.

1982 Espanha

A “Tango Espana”, desenhada para a Espanha em 1982, foi a primeira a ser feita de uma mistura de couro verdadeiro e material sintético. Tinha uma cobertura de poliuretano para maior eficiência em repelir a água.
Ninguém pode acusar a Itália de usar táticas tradicionais de defesa nesta Final contra a Alemanha Ocidental. É verdade, eles tinham um dos melhores goleiros do mundo, Dino Zoff, 40 anos, mas os ataques constantes deixavam os alemães dominados.
Aos 59 minutos, Paolo Rossi, que já tinha marcado cinco gols nos dois primeiros jogos, colocou a Itália na frente, mergulhando de cabeça num cruzamento de Gentile. A Itália venceu por 3-1 e perdeu um pênalti para arrasar!

1978 Argentina

Nessa época, a adidas ia bem nos padrões de escolha de nomes relacionados com a nação anfitriã, então, “Tango” foi o nome escolhido para a bola usada na Argentina em 1978. Foi a primeira a levar a marca registrada da adidas, que era um desenho impresso de triângulos de bordas curvas interconectados conhecidos como ‘tríade’.
O time da casa chegou cinco minutos atrasado no campo para a Final em Buenos Aires. Isto inflamou os holandeses que abandonaram seu ‘futebol total’ para um jogo mais agressivo que foi respondido pela Argentina.
Foi o controle de bola de Kempes que fez a diferença. Seu segundo gol foi o melhor e chegou no tempo adicional, quando ele correu fora do alcance dos zagueiros e do goleiro, venceu mais dois zagueiros na linha e meteu a bola na rede. Luque marcou o gol final para fazer 3-1.
O mundo todo sentiu pela Holanda perder a segunda final consecutiva, mas foi a Argentina levantou a taça sob uma tempestade de serpentinas azuis e brancas.

1974 Alemanha

A Copa do Mundo seguinte na Alemanha Ocidental, em 1974, viu um desenho similar chamado “Telstar Durlast”.
Os anfitriões mantiveram-se firmes contra o time mais talentoso do mundo, a Holanda. O grande Johann Cruyff começou o jogo sensacionalmente com uma corrida de um extremo do campo ao outro, sem que um alemão tocasse a bola até que ele levou uma rasteira de Hoeness.
Animados com o pênalti, os holandeses, talvez agora demasiadamente confiantes, começaram a bater bola perto dos alemães confusos. Mas, de repente, um pênalti foi dado para o outro lado, quando Jansen deu uma rasteira em Breitner – 1-1. Cada time bombardeava, então, o gol do outro, até quase no final do jogo, quando Bonhof correu pela lateral e cruzou para Muller para fechar a partida com seu 68º gol para seu país.... e aquele outro grande jogador alemão, Franz Beckenbauer, levantou a taça da FIFA World Cup™ em sua terceira participação.

1970 México

O México viu o nascer de uma nova era quando a adidas começou sua parceria, já há muito existente, com a FIFA para fornecer bolas de futebol para todos os torneios da FIFA. Também foi a primeira vez que uma bola recebia um nome especial para Copa do Mundo FIFA, apropriado para a época. “Telstar” foi um pequeno satélite esférico de comunicações lançado da Flórida em 1962, mas que se tornou, provavelmente, o satélite mais famoso de todos os tempos por causa do instrumental pop com o mesmo nome que foi sucesso no mundo todo pelo The Tornados. A bola de couro de 32 gomos com seus hexágonos brancos e seus pentágonos pretos tinha uma grande semelhança com o satélite, que tinha fundo iluminado coberto de painéis escuros. A Telstar foi substituída por novos projetos, mas continuou sendo o desenho definitivo usado pelos artistas, desenhistas gráficos e cartunistas quando queriam ilustrar o futebol. A Adidas distribuiu somente 20 bolas para uso nas finais e vendeu cerca de 600.000 bolas oficiais e réplicas após o campeonato. É interessante comparar este número com os de 2004!
Brasil e Itália jogaram ataque contra defesa na Final. O Brasil tomou a frente quando Pelé pulou alto acima do zagueiro para marcar com uma cabeceada espetacular. Um descuido de Clodoaldo na marcação fez a Itália empatar, mas, logo, Gerson bateu num cruzamento baixo para fazer 2-1. Jairzinho, o único jogador a marcar gol em todas as partidas, correu com a bola para dentro da rede para o terceiro, e o capitão, Carlos Alberto, fez o quarto com um magnífico e poderoso chute.
Ao vencer sua terceira final, reivindicou o direito de ter para si a taça Jules Rimet.

1966 Inglaterra

A FIFA World Cup™ aconteceu na Inglaterra em 1966 e a Associação de Futebol convidou os melhores fabricantes para fornecerem, cada um, uma bola sem marca, dentre as quais a escolha final seria feita.
Slazenger, um fabricante de produtos esportivos, estabelecido em Dewsbury em Yorkshire, foi um dos poucos escolhidos. Ficou decidido que Malcolm Wainwright, 32 anos, que fazia bolas desde os 15 e era considerado o melhor costureiro da empresa, produziria a bola de amostra. “Eu fiz cerca de 20 bolas ’, diz ele. “Eram bolas de 24 gomos, o que significava que havia seis gomos juntos em três longas faixas de couro, mas os gomos centrais nestas três faixas tinham uma costura a mais em ângulos exatos para dar mais firmeza. Eles me pediram para dar um capricho a mais nelas”.

“Eles verificavam o peso, mas, depois, o gerente também as inspecionava visualmente. Simplesmente usando os olhos e a experiência, ele podia dizer se a forma estava ou não completamente redonda e se as costuras estavam perfeitas. Assim, ele pegou a melhor e enviou para Londres”.
As bolas foram colocadas na mesa da sede da FA em Londres. Nenhuma estava com marca, mas meramente numeradas e eram, então, examinadas pelos especialistas pela circunferência, perda de pressão, peso, repique e assim por diante. Felizmente para Slazenger, suas bolas foram escolhidas.

Wainwright e sete outros foram designados para costurarem as 300 bolas necessárias para as Finais da FIFA World Cup™ 1966. Cada um teria seu nome escrito dentro da bola. Esta era uma prática normal para os costureiros, porque, antes de fazer a costura final, cada bola ia para o especialista para a bexiga ser inserida e, então, retornava para o mesmo homem para a costura definitiva. Um ponto importante já que os costureiros eram pagos por peça trabalhada!

A verdadeira bola usada na vitória da Inglaterra de 4-2 sobre a Alemanha Ocidental na Final de 1966 desapareceu por muitos anos. Ela deveria ter ficado com Geoff Hurst, o único homem a marcar três gols numa única partida em uma Final da Copa do Mundo FIFA, mas acabou sendo levada pelo jogador da Alemanha Ocidental, Helmut, cujo filho, evidentemente, brincou com ela nos fundos de casa por muitos anos. Está, agora, no Museu Nacional do Futebol em Preston, na Inglaterra, e a única forma de descobrir quem fez a verdadeira bola seria cortando a costura e vendo o nome dentro – uma ideia tentadora!

1962 Chile

As bolas de futebol usadas no Chile em 1962 não correspondem, de forma nenhuma, às do padrão europeu. No período das chuvas, havia reclamações de que as bolas estavam “bebendo” água e, no sol, estavam perdendo sua cor. De fato, antes do chute inicial, bem no início da partida entre Chile e Suíça, o árbitro, Ken Aston da Inglaterra, pediu para ver as cinco bolas de futebol que seriam usadas no jogo. Ele ficou tão horrorizado com as péssimas condições em que estavam, inclusive descascadas, que pediu uma bola nova que chegou somente aos dez minutos do segundo tempo. Assim, várias bolas européias foram usadas como substitutas das marcas locais em muitas das partidas restantes.
Na Final, o Campeão Brasil teve a surpresa de encontrar como finalista a Tchecoslováquia em Santiago. Os tchecos marcaram primeiro. Eles supostamente eram mais fortes na defesa, mas, na partida, foi o goleiro deles, Shrojf, quem foi culpado por todos os gols brasileiros. Primeiro, ele permitiu que Amarildo colocasse a bola entre ele e a trave em um ângulo impossível, depois ficou fora da posição no segundo – uma cabeceada de Zito, e, finalmente, falhou ao segurar a bola e deixou uma confiante cruzada de Djalma Santos para Vavá que lançou alegremente para dentro da rede para a vitória de 3-1.

1958 Suécia

Juste Fontaine da França alcançou o recorde do torneio de 13 gols nestas finais e ainda o mantém, mas, apesar disto, foi o Brasil e o país anfitrião, a Suécia, que se encontraram na final em Estocolmo.
A Suécia, surpreendentemente, marcou primeiro, mas Garrincha desviou miraculosamente, passando dois zagueiros e cruzando de volta para Vavá marcar. Vinte minutos depois, ele fez a mesma coisa de novo. Pelé, com somente 17 anos, marcou o terceiro, armando a bola em sua coxa, fisgando ela para cima de sua cabeça, girando e rebatendo fora do alcance de Svensson. Para o segundo, ele pulou alto acima do zagueiro para dar uma majestosa cabeceada. O Brasil venceu por 5-2 e estava a caminho de se tornar o melhor time de futebol do mundo, com aquele que seria depois nomeado o melhor jogador de futebol do mundo de todos os tempos.
A bola de 18 gomos foi desenhada com costura interlaçada em zig-zag, para que houvesse menos tensão na costura.

1954 Suiça

A Hungria fez dois gols nos oito minutos da Final em Berne. Mas, a Alemanha Oriental, notavelmente, igualou nos outros oito minutos. Uma chuva torrencial ensopou os jogadores e a multidão durante o jogo, mas o goleiro alemão Turek estava em ótima forma, fazendo defesa após defesa num campo escorregadio.
Cinco minutos para o final, Shaefer cruzou para a boca do gol cheia de jogadores e finalmente, lançou para Rahn que controlou e avançou com a bola, deu uma parada e, então, chutou com seu pé esquerdo, fora do alcance do goleiro húngaro Grosics.
Talvez se Puskas, o grande atacante ponta-esquerda, estivesse em boa forma, a Hungria poderia ter vencido. ‘Os Magníficos Magyars’ perderam somente um jogo entre 1950 e 1956 – e aquela foi a partida mais importante de todas. A bola de 18 gomos, similar à ilustrada à esquerda, fez sua primeira aparição aqui e foi usada, de várias formas, até 1966.

1950 Brasil

A primeira final pós-guerra no Brasil, em 1950, via ainda o uso da tradicional bola de 12 gomos, mas com bordas curvas para criar menos tensão nas costuras. De novo, as bolas usadas nas finais teriam sido feitas por fabricantes locais.
Esta bola, em particular, é da lendária partida em Belo Horizonte, quando os pesos-pesados da Inglaterra jogaram com os Estados Unidos. Naqueles dias, o futebol ou ‘soccer’, em inglês, era um esporte da minoria nos Estados Unidos e, quando os insignificantes americanos venceram os ingleses por 1-0, o mundo inteiro do futebol ficou pasmo.
Tal foi a magnitude da ocasião que a bola foi guardada como um souvenir e pode agora ser vista no Hall da Fama do Futebol em Oneonta, Estado de Nova York, EUA. Para registro, na Final, os anfitriões, o Brasil, foram massacrados pelos rivais, o Uruguai, que bateu de 2-1.

1938 França

Os donos da Taça, a Itália, desta vez, estavam jogando contra os grandiosos húngaros na final em Paris.
Mas os italianos eram dinâmicos, empregando táticas modernas que deixaram os húngaros olhando estáticos, enquanto eles dominavam marcando dois gols. Algumas belas jogadas no meio de campo e na lateral levaram a Itália aos 3-2 quando, aos dez minutos do final, seguido de alguns passes habilidosos, Biavati passou de calcanhar para o centro-avante Piola que atirou para dentro do gol.
A França foi para a guerra um ano depois desta Final e não haveria mais Copas do Mundo FIFA por 12 anos. Como nas duas Finais anteriores, as bolas de 12 gomos usadas teriam vindo de fornecedores locais e seriam de couro marrom.

Itália 1934

A segunda FIFA World Cup™ teve os anfitriões, a Itália, jogando contra a Checoslováquia na Final. Oito minutos do final, os tchecos ganhavam de 1-0 quando Orsi da Itália, recebendo a bola de Guaita, correu através da defesa Tcheca, dissimulando com seu pé esquerdo, mas chutando com seu direito. A bola desviou fantasticamente por alguma razão e passou como uma onda pelo goleiro estirado para dentro da rede. A Itália marcou outro gol no tempo adicional e levou o troféu.
No dia seguinte, Orsi tentou 20 vezes repetir seu truque da curvatura da bola para os fotógrafos e falhou – mesmo com o gol vazio!
A bola seria similar à ilustrada aqui, e é possível que possa ter ficado levemente torta no final da partida, o que pode ter sido a causa do desvio, mais do que apenas a habilidade de Orsi.

Uruguai 1930

A bola de 1930 seria uma montagem de 12 peças, similar à ilustração à esquerda, mas, de fato, duas bolas foram usadas na Final! Ela viu os anfitriões, o Uruguai, massacrando a Argentina. Houve uma grande discussão sobre qual bola seria usada – a bola uruguaia ou a bola argentina. A bola dos anfitriões, o Uruguai, supostamente era um pouco maior que a da Argentina, mas, dado que a circunferência da bola sempre foi entre 68 e 70 cm, a diferença dificilmente era perceptível. No final, a única forma para resolver o impasse foi que os times concordassem em usar a bola argentina no primeiro tempo e a bola uruguaia, no segundo. Basta dizer que a Argentina fez 2-1 no primeiro tempo e o Uruguai venceu o jogo de 4-2!

As bolas de futebol da Copa do Mundo FIFA

2010 África do Sul

Jabulani is the Official Match Ball of the FIFA World Cup Southafrica 2010

Adidas Jabulani e bola oficial da Copa do Mundo da FIFA.

Não apenas as equipes tem se classificar para a Copa do Mundo, a bola oficial teve também que se submeter aos testes da FIFA Quality Concept para o futebol. Após análise cuidadosa, ele foi premiado com o selo da FIFA APPROVED.

Agora estamos ansiosos para a Copa do Mundo da FIFA na África do Sul, onde adidas Jabulani irá desempenhar o papel principal e podem proporcionar muitos momentos emocionantes na sua qualidade comprovada..

2006 Alemanha

Demorou bem mais de três anos de intensa pesquisa e desenvolvimento para apresentar a adidas “+Teamgeist”, a bola com melhor desempenho até então. Graças à revolucionária configuração de bola de 14 gomos, os jogadores agora podem revelar suas verdadeiras habilidades, já que as características de qualidade e desempenho são exatamente idênticas toda vez que chutam a bola.
O adidas Innovation Team (a.i.t) testou, rigorosamente, a nova Bola Oficial para a FIFA World Cup™ 2006 na Alemanha, primeiro sob condições laboratoriais mais rígidas possíveis, e depois com jogadores profissionais e clubes nos gramados. Testes científicos foram realizados junto com o Grupo de Pesquisa em Tecnologia do Esporte da Universidade de Loughborough, uma das maiores instituições do ramo. Estes testes confirmaram que a adidas “+Teamgeist” é mais redonda, precisa e consistente do que qualquer outra bola de jogo da concorrência.
A Itália venceu pela quarta vez na Alemanha, ganhando da França nos pênaltis em Berlim. Embora o cartão vermelho dado a Zinedine Zidane tivesse permanecido como a imagem mais marcante da Final, o triunfo italiano será lembrado como uma conquista da equipe, com dez diferentes jogadores da Azzurri marcando gols durante o campeonato.

2002 Coreia /Japão

A bola para a FIFA World Cup Korea/Japan™, conhecida como a “Fevernova”, era o resultado de três anos de aperfeiçoamento na “Tricolore” no centro de pesquisa da Adidas em Scheinfeld, no sul da Alemanha. O material consiste em seis camadas ou revestimentos, começando com uma bexiga de látex natural dentro, depois um tecido de malha Raschel com três camadas, a espuma sintática, uma camada de poliuretano, uma impressão protegida com tinta Iriodin e, finalmente, uma camada de poliuretano transparente resistente ao rasgo. O desenho da tríade adidas se tornou, agora, duas tríades simples ampliadas, com as setas para o sentido horário nas cores cinza, vermelha e dourada. O fundo não era mais o branco puro tradicional, mas mais uma cor champanhe. Mais de 2500 bolas foram fornecidas para as finais e cerca de seis milhões de bolas oficiais de alta qualidade e bolas réplicas já foram vendidas em todo o mundo.
A final foi entre as duas nações mais famosas da FIFA World Cup™ de todos os tempos – Brasil versus Alemanha. Os dois gols no segundo tempo de Ronaldo deram ao Brasil seu quinto campeonato da FIFA World Cup™ e, definitivamente, espantaram os fantasmas da final na França de 98. Foi uma briga dura num jogo de igualdade, próprio de um duelo de titãs do mundo do futebol, mas Ronaldo deu o toque de grandeza que separou os dois times em Yokohama, Japão.

1998 França

A “Tricolore” usada em 1998 foi a primeira bola colorida a ser desenhada para a FIFA World Cup™. Sua tríade incorporando os símbolos da nação anfitriã, a França – um galo, um trem em alta velocidade e uma turbina. A bola era de um material sintético totalmente novo, moldada com ‘espuma sintética’ que afirmavam dar melhor compressão e mais repiques, características de suas antecessoras. A espuma era feita de microcélulas cheias de gás, que distribuem energia igualmente quando a bola é chutada.
Esta foi a Final que todo mundo esperava. Os Campeões do Mundo contra o país da casa, mas foi um Brasil estranhamente dominado que entrou em campo; corriam rumores na multidão de que era um problema de condição física do jogador estrela do Brasil, Ronaldo.
A França estava determinada a vencer em casa. E, de fato, isso aconteceu tão facilmente com dois gols de cabeça do futuro ‘Jogador Mundial do Ano’, o algeriano Zinedine Zidane.
Emmanuel Petit adicionou um terceiro para fazer os 3-0.
Assim, finalmente a França, lar de Jules Rimet, criador da FIFA World Cup™ e semifinalistas sem sorte em 1982 e 1986, conseguiu sua justa recompensa e o país comemorou noite adentro.

1994 EUA

A bola chamou-se a “Questra”, a partir da palavra “quest”,para indicar a busca dos EUA por estrelas, e estrelas foram incorporadas na tríade. A bola foi desenvolvida na França e, depois, totalmente testada pelos times e jogadores tanto da Europa quanto dos EUA. A bola foi fabricada com cinco materiais diferentes com uma camada externa final durável, mas flexível, feita de poliuretano.
O Brasil encontrou a Itália na Final – repetindo 1970. O Brasil não foi capaz de romper a defesa italiana, embora tivessem ocorrido alguns chutes a gol. Roberto Baggio foi o atacante-estrela italiano nas primeiras partidas, mas sofreu uma lesão no tendão e não estava bem. No final dos 120 minutos, o placar era 0 x 0.
Então, pela primeira vez, o resultado do jogo foi decidido nos pênaltis. Márcio Santos perdeu para o Brasil, assim como Barese e Massaro para a Itália. Biagio preparou-se para igualar o placar, mas atirou a bola diretamente sobre a trave superior do gol de Tafarel, e o Brasil levou a quarta Taça do Mundo FIFA.

1990 Itália

A tríade “Etrusca” mostrava um leão etrusco no seu desenho. A bola foi, de novo, fabricada completamente com camadas de fibras totalmente sintéticas, incluindo uma de látex para dar estabilidade e resistência a rasgar, uma camada de neoprene para tornar a bola impermeável e uma camada de poliuretano externa para resistência ao desgaste e boa qualidade de repique.
A Argentina enfrentou a Alemanha – pela segunda vez em uma Copa do Mundo – na Final.
O único gol numa Final muito pobre aconteceu, aos 40 minutos do segundo tempo, de pênalti, quando Völler foi derrubado na área e o chute certeiro de Brehme deu a vitória da partida aos alemães.
Dois argentinos foram expulsos – Monzon por uma falta em Klinsmann aos 42 minutos do segundo tempo, e Dezotti que recebeu o cartão vermelho quando tentou apressar a jogada puxando ostensivamente Köhler que parecia estar fazendo hora com a bola. Franz Beckenbauer tornou-se o segundo homem a vencer uma Copa do Mundo como jogador e como treinador.

1986 México

A “Azteca” foi um modelo completamente novo feito de material sintético em camadas, cada uma com diferentes propriedades para dar firmeza à bola, conservar sua forma e ser completamente à prova d’agua. Esta foi também a primeira bola a exibir o desenho especial para FIFA World Cup™ – a tríade foi baseada num mural asteca.
A Final foi entre uma primorosa Alemanha Ocidental, treinada por um antigo capitão, Beckenbauer, e uma Argentina inspirada.
A Argentina fez 2-0 no segundo tempo e parecia estar perto da vitória. Mas a determinação alemã foi mostrada – não pela primeira vez numa Final da Copa do Mundo – e, aos 37 minutos do segundo tempo, a Alemanha igualou o placar.
Incentivada pela multidão, a Argentina seguiu em frente e o capitão Maradona lançou um passe no ar, perfeitamente dosado, para Burrichaga que encaixou a bola, confiantemente, fora do alcance de Schumacher, para fazer 3-2.
Maradona não marcou na Final, mas não há dúvidas de quem herdava, agora, o título de melhor jogador do mundo.

1982 Espanha

A “Tango Espana”, desenhada para a Espanha em 1982, foi a primeira a ser feita de uma mistura de couro verdadeiro e material sintético. Tinha uma cobertura de poliuretano para maior eficiência em repelir a água.
Ninguém pode acusar a Itália de usar táticas tradicionais de defesa nesta Final contra a Alemanha Ocidental. É verdade, eles tinham um dos melhores goleiros do mundo, Dino Zoff, 40 anos, mas os ataques constantes deixavam os alemães dominados.
Aos 59 minutos, Paolo Rossi, que já tinha marcado cinco gols nos dois primeiros jogos, colocou a Itália na frente, mergulhando de cabeça num cruzamento de Gentile. A Itália venceu por 3-1 e perdeu um pênalti para arrasar!

1978 Argentina

Nessa época, a adidas ia bem nos padrões de escolha de nomes relacionados com a nação anfitriã, então, “Tango” foi o nome escolhido para a bola usada na Argentina em 1978. Foi a primeira a levar a marca registrada da adidas, que era um desenho impresso de triângulos de bordas curvas interconectados conhecidos como ‘tríade’.
O time da casa chegou cinco minutos atrasado no campo para a Final em Buenos Aires. Isto inflamou os holandeses que abandonaram seu ‘futebol total’ para um jogo mais agressivo que foi respondido pela Argentina.
Foi o controle de bola de Kempes que fez a diferença. Seu segundo gol foi o melhor e chegou no tempo adicional, quando ele correu fora do alcance dos zagueiros e do goleiro, venceu mais dois zagueiros na linha e meteu a bola na rede. Luque marcou o gol final para fazer 3-1.
O mundo todo sentiu pela Holanda perder a segunda final consecutiva, mas foi a Argentina levantou a taça sob uma tempestade de serpentinas azuis e brancas.

1974 Alemanha

A Copa do Mundo seguinte na Alemanha Ocidental, em 1974, viu um desenho similar chamado “Telstar Durlast”.
Os anfitriões mantiveram-se firmes contra o time mais talentoso do mundo, a Holanda. O grande Johann Cruyff começou o jogo sensacionalmente com uma corrida de um extremo do campo ao outro, sem que um alemão tocasse a bola até que ele levou uma rasteira de Hoeness.
Animados com o pênalti, os holandeses, talvez agora demasiadamente confiantes, começaram a bater bola perto dos alemães confusos. Mas, de repente, um pênalti foi dado para o outro lado, quando Jansen deu uma rasteira em Breitner – 1-1. Cada time bombardeava, então, o gol do outro, até quase no final do jogo, quando Bonhof correu pela lateral e cruzou para Muller para fechar a partida com seu 68º gol para seu país.... e aquele outro grande jogador alemão, Franz Beckenbauer, levantou a taça da FIFA World Cup™ em sua terceira participação.

1970 México

O México viu o nascer de uma nova era quando a adidas começou sua parceria, já há muito existente, com a FIFA para fornecer bolas de futebol para todos os torneios da FIFA. Também foi a primeira vez que uma bola recebia um nome especial para Copa do Mundo FIFA, apropriado para a época. “Telstar” foi um pequeno satélite esférico de comunicações lançado da Flórida em 1962, mas que se tornou, provavelmente, o satélite mais famoso de todos os tempos por causa do instrumental pop com o mesmo nome que foi sucesso no mundo todo pelo The Tornados. A bola de couro de 32 gomos com seus hexágonos brancos e seus pentágonos pretos tinha uma grande semelhança com o satélite, que tinha fundo iluminado coberto de painéis escuros. A Telstar foi substituída por novos projetos, mas continuou sendo o desenho definitivo usado pelos artistas, desenhistas gráficos e cartunistas quando queriam ilustrar o futebol. A Adidas distribuiu somente 20 bolas para uso nas finais e vendeu cerca de 600.000 bolas oficiais e réplicas após o campeonato. É interessante comparar este número com os de 2004!
Brasil e Itália jogaram ataque contra defesa na Final. O Brasil tomou a frente quando Pelé pulou alto acima do zagueiro para marcar com uma cabeceada espetacular. Um descuido de Clodoaldo na marcação fez a Itália empatar, mas, logo, Gerson bateu num cruzamento baixo para fazer 2-1. Jairzinho, o único jogador a marcar gol em todas as partidas, correu com a bola para dentro da rede para o terceiro, e o capitão, Carlos Alberto, fez o quarto com um magnífico e poderoso chute.
Ao vencer sua terceira final, reivindicou o direito de ter para si a taça Jules Rimet.

1966 Inglaterra

A FIFA World Cup™ aconteceu na Inglaterra em 1966 e a Associação de Futebol convidou os melhores fabricantes para fornecerem, cada um, uma bola sem marca, dentre as quais a escolha final seria feita.
Slazenger, um fabricante de produtos esportivos, estabelecido em Dewsbury em Yorkshire, foi um dos poucos escolhidos. Ficou decidido que Malcolm Wainwright, 32 anos, que fazia bolas desde os 15 e era considerado o melhor costureiro da empresa, produziria a bola de amostra. “Eu fiz cerca de 20 bolas ’, diz ele. “Eram bolas de 24 gomos, o que significava que havia seis gomos juntos em três longas faixas de couro, mas os gomos centrais nestas três faixas tinham uma costura a mais em ângulos exatos para dar mais firmeza. Eles me pediram para dar um capricho a mais nelas”.

“Eles verificavam o peso, mas, depois, o gerente também as inspecionava visualmente. Simplesmente usando os olhos e a experiência, ele podia dizer se a forma estava ou não completamente redonda e se as costuras estavam perfeitas. Assim, ele pegou a melhor e enviou para Londres”.
As bolas foram colocadas na mesa da sede da FA em Londres. Nenhuma estava com marca, mas meramente numeradas e eram, então, examinadas pelos especialistas pela circunferência, perda de pressão, peso, repique e assim por diante. Felizmente para Slazenger, suas bolas foram escolhidas.

Wainwright e sete outros foram designados para costurarem as 300 bolas necessárias para as Finais da FIFA World Cup™ 1966. Cada um teria seu nome escrito dentro da bola. Esta era uma prática normal para os costureiros, porque, antes de fazer a costura final, cada bola ia para o especialista para a bexiga ser inserida e, então, retornava para o mesmo homem para a costura definitiva. Um ponto importante já que os costureiros eram pagos por peça trabalhada!

A verdadeira bola usada na vitória da Inglaterra de 4-2 sobre a Alemanha Ocidental na Final de 1966 desapareceu por muitos anos. Ela deveria ter ficado com Geoff Hurst, o único homem a marcar três gols numa única partida em uma Final da Copa do Mundo FIFA, mas acabou sendo levada pelo jogador da Alemanha Ocidental, Helmut, cujo filho, evidentemente, brincou com ela nos fundos de casa por muitos anos. Está, agora, no Museu Nacional do Futebol em Preston, na Inglaterra, e a única forma de descobrir quem fez a verdadeira bola seria cortando a costura e vendo o nome dentro – uma ideia tentadora!

1962 Chile

As bolas de futebol usadas no Chile em 1962 não correspondem, de forma nenhuma, às do padrão europeu. No período das chuvas, havia reclamações de que as bolas estavam “bebendo” água e, no sol, estavam perdendo sua cor. De fato, antes do chute inicial, bem no início da partida entre Chile e Suíça, o árbitro, Ken Aston da Inglaterra, pediu para ver as cinco bolas de futebol que seriam usadas no jogo. Ele ficou tão horrorizado com as péssimas condições em que estavam, inclusive descascadas, que pediu uma bola nova que chegou somente aos dez minutos do segundo tempo. Assim, várias bolas européias foram usadas como substitutas das marcas locais em muitas das partidas restantes.
Na Final, o Campeão Brasil teve a surpresa de encontrar como finalista a Tchecoslováquia em Santiago. Os tchecos marcaram primeiro. Eles supostamente eram mais fortes na defesa, mas, na partida, foi o goleiro deles, Shrojf, quem foi culpado por todos os gols brasileiros. Primeiro, ele permitiu que Amarildo colocasse a bola entre ele e a trave em um ângulo impossível, depois ficou fora da posição no segundo – uma cabeceada de Zito, e, finalmente, falhou ao segurar a bola e deixou uma confiante cruzada de Djalma Santos para Vavá que lançou alegremente para dentro da rede para a vitória de 3-1.

1958 Suécia

Juste Fontaine da França alcançou o recorde do torneio de 13 gols nestas finais e ainda o mantém, mas, apesar disto, foi o Brasil e o país anfitrião, a Suécia, que se encontraram na final em Estocolmo.
A Suécia, surpreendentemente, marcou primeiro, mas Garrincha desviou miraculosamente, passando dois zagueiros e cruzando de volta para Vavá marcar. Vinte minutos depois, ele fez a mesma coisa de novo. Pelé, com somente 17 anos, marcou o terceiro, armando a bola em sua coxa, fisgando ela para cima de sua cabeça, girando e rebatendo fora do alcance de Svensson. Para o segundo, ele pulou alto acima do zagueiro para dar uma majestosa cabeceada. O Brasil venceu por 5-2 e estava a caminho de se tornar o melhor time de futebol do mundo, com aquele que seria depois nomeado o melhor jogador de futebol do mundo de todos os tempos.
A bola de 18 gomos foi desenhada com costura interlaçada em zig-zag, para que houvesse menos tensão na costura.

1954 Suiça

A Hungria fez dois gols nos oito minutos da Final em Berne. Mas, a Alemanha Oriental, notavelmente, igualou nos outros oito minutos. Uma chuva torrencial ensopou os jogadores e a multidão durante o jogo, mas o goleiro alemão Turek estava em ótima forma, fazendo defesa após defesa num campo escorregadio.
Cinco minutos para o final, Shaefer cruzou para a boca do gol cheia de jogadores e finalmente, lançou para Rahn que controlou e avançou com a bola, deu uma parada e, então, chutou com seu pé esquerdo, fora do alcance do goleiro húngaro Grosics.
Talvez se Puskas, o grande atacante ponta-esquerda, estivesse em boa forma, a Hungria poderia ter vencido. ‘Os Magníficos Magyars’ perderam somente um jogo entre 1950 e 1956 – e aquela foi a partida mais importante de todas. A bola de 18 gomos, similar à ilustrada à esquerda, fez sua primeira aparição aqui e foi usada, de várias formas, até 1966.

1950 Brasil

A primeira final pós-guerra no Brasil, em 1950, via ainda o uso da tradicional bola de 12 gomos, mas com bordas curvas para criar menos tensão nas costuras. De novo, as bolas usadas nas finais teriam sido feitas por fabricantes locais.
Esta bola, em particular, é da lendária partida em Belo Horizonte, quando os pesos-pesados da Inglaterra jogaram com os Estados Unidos. Naqueles dias, o futebol ou ‘soccer’, em inglês, era um esporte da minoria nos Estados Unidos e, quando os insignificantes americanos venceram os ingleses por 1-0, o mundo inteiro do futebol ficou pasmo.
Tal foi a magnitude da ocasião que a bola foi guardada como um souvenir e pode agora ser vista no Hall da Fama do Futebol em Oneonta, Estado de Nova York, EUA. Para registro, na Final, os anfitriões, o Brasil, foram massacrados pelos rivais, o Uruguai, que bateu de 2-1.

1938 França

Os donos da Taça, a Itália, desta vez, estavam jogando contra os grandiosos húngaros na final em Paris.
Mas os italianos eram dinâmicos, empregando táticas modernas que deixaram os húngaros olhando estáticos, enquanto eles dominavam marcando dois gols. Algumas belas jogadas no meio de campo e na lateral levaram a Itália aos 3-2 quando, aos dez minutos do final, seguido de alguns passes habilidosos, Biavati passou de calcanhar para o centro-avante Piola que atirou para dentro do gol.
A França foi para a guerra um ano depois desta Final e não haveria mais Copas do Mundo FIFA por 12 anos. Como nas duas Finais anteriores, as bolas de 12 gomos usadas teriam vindo de fornecedores locais e seriam de couro marrom.

Itália 1934

A segunda FIFA World Cup™ teve os anfitriões, a Itália, jogando contra a Checoslováquia na Final. Oito minutos do final, os tchecos ganhavam de 1-0 quando Orsi da Itália, recebendo a bola de Guaita, correu através da defesa Tcheca, dissimulando com seu pé esquerdo, mas chutando com seu direito. A bola desviou fantasticamente por alguma razão e passou como uma onda pelo goleiro estirado para dentro da rede. A Itália marcou outro gol no tempo adicional e levou o troféu.
No dia seguinte, Orsi tentou 20 vezes repetir seu truque da curvatura da bola para os fotógrafos e falhou – mesmo com o gol vazio!
A bola seria similar à ilustrada aqui, e é possível que possa ter ficado levemente torta no final da partida, o que pode ter sido a causa do desvio, mais do que apenas a habilidade de Orsi.

Uruguai 1930

A bola de 1930 seria uma montagem de 12 peças, similar à ilustração à esquerda, mas, de fato, duas bolas foram usadas na Final! Ela viu os anfitriões, o Uruguai, massacrando a Argentina. Houve uma grande discussão sobre qual bola seria usada – a bola uruguaia ou a bola argentina. A bola dos anfitriões, o Uruguai, supostamente era um pouco maior que a da Argentina, mas, dado que a circunferência da bola sempre foi entre 68 e 70 cm, a diferença dificilmente era perceptível. No final, a única forma para resolver o impasse foi que os times concordassem em usar a bola argentina no primeiro tempo e a bola uruguaia, no segundo. Basta dizer que a Argentina fez 2-1 no primeiro tempo e o Uruguai venceu o jogo de 4-2!

“SPEEDCELL” –
A bola certa para um jogo perfeito 

Speedcell

Antes do início da Copa do Mundo Feminina 2011, foi lançada a nova bola oficial: a SPEEDCELL da Adidas.

A bola impressiona, em primeiro lugar, devido ao seu design individual. Não são apenas as cores leves que chamam a atenção. Por trás do design da SPEEDCELL existe toda uma simbologia, refletindo características essenciais do futebol, como velocidade, força e sofisticação técnica.

O destaque é o design de onze linhas, representando o espírito e a unidade da equipe de onze jogadores.

Velocidade e desempenho aéreo impressionam as jogadoras

Além de possuir um lindo visual, o novo modelo apresenta também novidades técnicas.

Assim como as bolas anteriores utilizadas em copas do mundo e certificadas com o selo de qualidade da FIFA, o modelo atual também apresenta um desempenho aéreo estável, possibilitando o contato perfeito entre a chuteira e a superfície da bola, bem como a precisão e aceleração incríveis.  

Superfície sem costuras graças às mais novas tecnologias

Com a superfície isenta de costuras, a bola alcança uma circularidade sensacional. Dessa forma, ela preenche os critérios de circularidade constante exigidos para obtenção do selo de qualidade FIFA. A bola também possui todas as outras características exigidas pelo conceito de qualidade FIFA para bolas de futebol. Assim, possibilita um excelente controle e o manuseio ideal pelos jogadores, mesmo em alta velocidade.

Critérios do selo garantem alta qualidade

O fato de ter obtido o mais alto selo de qualidade da FIFA atesta a incrível qualidade da SPEEDCELL. Naturalmente, a SPEEDCELL também será utilizada por times masculinos nacionais e internacionais. Os ensaios de qualidade da FIFA não fazem distinção entre modelos masculinos e femininos. O importante é apenas o desempenho excelente da bola. Afinal, além da capacidade dos jogadores, a qualidade da bola também é um fator decisivo para o sucesso e a beleza do jogo.

Em resumo: O futebol moderno se torna cada vez mais interessante e tecnicamente avançado, a bola atual utilizada para a copa do mundo não fica nem um pouco atrás.

Ball Evolution

3000 Years Ago

Who knows when the game began? Kicking is a fairly instinctive activity so no doubt Stone Age man gave a rock or bone the occasional thump with his foot and then perhaps one day someone kicked it back and it all began there.
However, the first indications of an early formal form of football date back 3,000 years to Ancient China. A game played with a ball of animal skins stuffed with hair or feathers was kicked between poles some 10 metres high and was most likely used for military training. By 50AD, the game was named tsu chu and early records compare the round ball and square goal to Yin and Yang, the ancient symbols of harmony.

The Greeks and Romans were the greatest exponents of games and built arenas all over their empire and staged everything from chariot racing to gladiatorial combats where serious injury or death were taken as a matter of course and all part of an enjoyable entertainment. Kicking a ball seems tame in comparison, nevertheless there are indications that they did play a type of football, too. In the case of the Greeks it was called episkyres and the Romans harpustum - but both were mainly ball-carrying games.
Harpastum is taken from the Greek word Harpazein to seize. The ball was small, about the size of a grapefruit, and hard, not least because it was stuffed with sand. Play would take place on a marked-out pitch with each player taking a position on the field as today and teams probably consisted of 12 players. The game itself was more like rugby with more throwing than kicking and required considerable agility. The rules, it appears, involved a sort of inverted form of football with the objective being to keep the ball behind one’s own half of the centre line and not allow the opponents to get it. Goals were scored if the ball hit the ground.
The Vikings are reported to have kicked the heads of their enemies about which was not very pleasant behaviour but the somewhat more civilised societies such as the Japanese, Persians, Egyptians, Assyrians and North American Indians all played forms of ball games. The Aztecs in Mexico developed their own kicking game which played with a stone covered in a thick coating of gum. The game known as tlatchi was played between two seven-man teams and was a very important cultural activity. Games were even played in purpose-built stadia and huge sums of money gambled on the results.
The whole essence of football is its most simple implement - the ball. And it has to be a particular type of ball, too, with the ability to fly through the air as directed by the player and - most importantly - to bounce predictably. It was really only the development of the bouncing ball and the sheer fun of kicking it in a wide variety of ways which has made football the world’s most popular and successful game

The Middle Ages

It wasn’t until the early Middle Ages, when the first bouncing balls were constructed, that the game became a little more like the football we know today.
J.J. Jusserand, an authority on both French and English mediaeval history, maintains that mass football came to England with the Norman Conquest in 1066, since the Normans played many games for relaxation and entertainment.
Certainly, the French, and in Brittany in particular, were playing a form of mass football in the early middle ages. It was known as ‘La Soule’ or ‘Choule’ but the origins of the name are not clear. It could come from ‘sol’ meaning sun, or ‘solea’ meaning sole of the boot, or even ‘choler’ to kick.
The ball itself was generally solid, made of leather or wood and often filled with hair or moss and the aim was to score a goal - which could be a stream or a tree or a wall - by hitting it with the ball.

Hundreds of men often took part, there were no real rules and it usually turned into a mass combat with no holds barred. Such was the frenzy that a trail of battered and bleeding bodies was often left in the wake of the scrum. It is claimed that, on one occasion, men drowned as they frantically chased the ball into the sea during a game and, on another, 40 men were said to have drowned in a pond at Pont l’Abbe. Such was damage to individuals that more than one French king banned the game.

Mass football probably came to England with the Normans. This steel engraving on 1835 shows ‘La Soule’ which was a violent form of football played in Normady and Brittany in Mediaeval times. Illustration courtesy of the National Football Museum, Preston, UK


Mass football probably came to England with the Normans. Mobs of apprentices played a crude form of fooball through the streets of Mediaeval London - a boisterous activity highly unpopular with the rest in the city’s inhabitants! Vestiges of this mob game are still around today and can be found, for example, in th Calcio played in Florence.

In Medieval times, footballs were made from anything that could be kicked. This early leather wine carrier served the purpose very well.
The Ashbourne ball, used in the town’s annual Shrovetide game, is made especially each year and highly-decorated. But after a day of being kicked from one end of the mile-long ‘pitch’ to the other it is usually very battered

In England, mediaeval apprentices played a crude form of football through the streets of towns and cities usually using home-made balls such as leather wine bottles filled with something like cork shavings. These gangs of youths tearing through city streets kicked, punched, carried and generally forced the ball towards a goal. In England, too, the monarchy often tried to stop such activities and in 1365, King Edward III decided to ban football for military reasons - since the troops preferred it to fighting or even practising their archery.

At some unknown point someone discovered that inflated pigs’ bladders were very kickable and bounced extremely well and these were incorporated into many games. It is not clear how the bladder was inflated but there is evidence at the time of simple pumps being used to force air into the ‘ball’. If the bounce was entirely unpredictable because of the shape of the bladder, then that all added to the fun. The trouble was the ferocity and violence of these mob games often caused such a ball to burst. So the balls began to be encased in leather to give them strength.
The game continued to flourish. On Shrove Tuesday and other religious festival days in many English and Scottish towns, football became a tradition and mobs of up to 500 rampaged through the streets leaving trail of damage to property and numerous broken limbs and black eyes. It wasn’t so much a game of football more of an excuse for a mass fight. There were even a few deaths! In fact, today’s so-called “football hooliganism’ bears considerable resemblance to yesterday’s game of football!

Vestiges of this mob game are still around today and can be found, for example, in the Calcio played in Florence in Italy Italy and the Shrovetide Football in Ashbourne in Derbyshire in England. The Ashbourne ball is much bigger than a normal football. It is filled with cork and is beautifully painted at the start of the match but, sadly, this is artistry is much kicked and scuffed off the surface by the end of the day.

The Oldest Ball

The oldest leather football in existence is probably over 450 years old and was found hidden in the rafters above Mary Queen of Scots’ bedroom in Stirling Castle in Scotland as recently as 1999. The ball itself was constructed of a pig’s bladder with a grey leather casing sewn around it. The Queen is understood to have thrown the ball from her balcony at the start of matches between the staff of the royal household and soldiers. The matches were generally free-for-alls between dozens of men and probably bear more relation to modern rugby than to association football.

No one is sure how the ball came to be jammed in the rafters but there is a strong possibility that it stuck there having been kicked through the open window. A poem written in the Scots dialect in 2001 by James Robertson tells the tale as he imagines it happened:

The ball from Stirling Castle which Mary Queen of Scots allegedly threw from her boudoir into the courtyard below to start a game of football between the troops garrisoned there.

Association Football

The game of football spread from schools to universities and then to ‘Old Boys’ teams (former school pupils) and then clubs. Until this time pupils from the same school had only been able to play each other because all the rules were different for each establishment. But, at this point, teams began to get together to try and form some kind of universal rules so that the different teams could actually play each other, too.
In 1848, many of those public schoolboys who had been to Eton, Harrow, Westminster, Charterhouse, Shrewsbury and the like got together to set out a common form of rules so that they could ‘associate” or play together. They were known as the Cambridge Rules and consisted of 14 points, many of which were different from today’ Laws of the Game. For instance, a player could not catch a ball but he could stop it with his hands and was offside if he was in front of the ball.
In 1857, Sheffield Wednesday, the first football club that was not allied to a school or university, was formed and it, too, developed its own set of rules which included the strange fact that players had to wear coloured caps to identify the two teams. This must have made heading the ball a somewhat unreliable tactic!
However, such was the increasing popularity of the game that, on 26th October 1863, 11 teams got together to form the Football Association and develop a set of uniform rules. They included some famous names still in existence today in the English Football League - Notts County, Sheffield Wednesday and Preston North End to name but three. This is probably the most significant date in the history of the game and is why the FA has the honour of being the only football association in the world which does not have its country’s name in its title.
At this time, there were no specifications about the ball itself. In fact, the first time that a standard-sized ball seems to have been specified was for a representative game between the London Football Association and Sheffield Association in 1866, when it was stated that a ‘Lilywhite’s Number 5’ must be used. Later, it was proposed that a fixed size of ball should be used for the FA’s Challenge Cup Competition. Again, the general agreement was that the Lillywhite’s Number 5 should be used.

Eventually, the rule for the FA Challenge Cup became that the ball should have average circumference of not less than 27 inches (68.5 cm) and not more than 28 inches (71 cm). This rule then became the norm for all games in 1883. A standard weight of from 12 to 15 ounces (340 to 425 grammes) in 1889. This was changed again 1937 to become 14 to 16 ounces (397 to 453 grammes).

The Popular Game

Life for working men up to the 19th century didn’t leave much time for sport. People worked six days a week and were expected to go to church on Sunday and certainly not indulge in any boisterous activity on such a holy day.

But the industrial revolution in England led to a change in the way ordinary people lived their lives. New machinery was being used on the land, so farming was becoming less labour-intensive but, at the same time, machines were being developed for manufacturing and thousands of people flocked from rural lives into the cities to work in the factories.

Factory work was hard, dull and repetitive but generally work finished on Saturday lunchtime. The men needed a release from the drudgery of their weekday work and so football became the ideal outlet. And as the game spread fast in the latter part of the 19th century, leagues were formed and the need for equipment, the ball in particular, became ever greater.
By the 1870s professionalism had begun to creep into the game, albeit illegally, when a Scotsman called J.J. Laing admitted he was being paid by Sheffield Wednesday. By 1885 the FA decided that it had to do something about the increasing practice of under-cover payments so they made it official but with such restrictions on transfers between clubs and on where a player might live that players were left with little bargaining power. But nevertheless the beginnings of the professional game had been born.

A evolução da bola

A Idade das Trevas

Quem pode afirmar quando começou o jogo? Chutar é uma ação bem instintiva, por isso, sem dúvida, o homem da Idade de Pedra deu, sem querer, uma batida numa pedra ou num osso com seu pé e, talvez, um dia alguém chutou de volta e tudo começou assim.

Provavelmente, o futebol começou há 3000 anos atrás na China. Esta aquarela mostra Kemari, uma versão japonesa cerimonial do jogo. Ilustração cortesia do Museu Nacional do Futebol, em Preston, Reino Unido.

Contudo, as primeiras indicações de uma maneira formal primitiva de futebol datam de 3000 anos atrás na China da Antiguidade. Uma partida jogada com uma bola de pele de animal recheada de pelo ou penas que era chutada entre estacas de cerca de 10 metros de altura e era, muito provavelmente, utilizada para treinamento militar. Em 50 dC, o jogo foi denominado tsu chu e registros antigos comparam a bola redonda e o gol quadrado como Yin e Yang, os símbolos antigos da harmonia.

Os gregos e romanos foram os maiores expoentes de jogos. Construíram arenas por todo seu império e transformaram tudo em teatro, desde corridas de carruagem até combates de gladiadores, em que ferimentos graves ou mesmo a morte eram coisas naturais e faziam parte do espetáculo. Comparado a isso, chutar uma bola parece sem graça, todavia, há indicações de que eles jogavam um tipo de futebol também. No caso dos gregos, era chamado de “episkyros”, e dos romanos, um jogo chamado “harpustum” – mas ambos eram principalmente jogos em que a bola era carregada.

“Harpastum” veio da palavra grega “Harpazein” que significa agarrar. A bola era pequena, quase do tamanho de um melão, e dura, principalmente porque era recheada com areia. O jogo acontecia num campo demarcado, com cada jogador em uma posição como hoje, e os times, provavelmente, formados de 12 jogadores. O jogo mesmo era mais parecido com o rugby, com mais arremessos que chutes, e exigia considerável agilidade. As regras, parece, eram inversas ao do futebol, uma vez que o objetivo era fazer com que a bola permanecesse atrás da linha central, em seu próprio lado, e não permitir que o adversário a pegasse. Os gols eram marcados se a bola batesse no chão.

Dizem que os Vikings chutavam as cabeças de seus inimigos, o que não era um comportamento muito agradável, mas as sociedades um pouco mais civilizadas, como os japoneses, persas, egípcios, assírios e índios norte-americanos, todos jogavam um tipo de jogo com bola. Os astecas no México desenvolveram seu próprio jogo de chutar, para o qual utilizavam uma pedra coberta com uma fina capa de resina. O jogo, conhecido como “tlatchi”, acontecia entre dois times com sete homens e era uma atividade cultural muito importante. Os jogos aconteciam em estádios construídos para este fim e apostavam-se grandes somas de dinheiro nos resultados.

A essência toda do futebol está em seu implemento mais simples – a bola. E tem de ser um tipo especial de bola, também, com a habilidade de voar pelo ar quando direcionada pelo jogador e – o mais importante – repicar de forma previsível. Foi, de fato, somente com o desenvolvimento de uma bola que repicava e a pura satisfação em chutá-la de jeitos variados, que fez do futebol o jogo mais popular e de maior sucesso no mundo.

A evolução da bola

A Idade Média

Foi só no início da Idade Média, quando as primeiras bolas que repicavam foram inventadas, que o jogo se tornou um pouco mais parecido com o futebol que conhecemos hoje.
J.J. Jusserand, uma autoridade em história medieval tanto francesa quanto inglesa, afirma que o futebol de massa veio para a Inglaterra com a Conquista Normanda em 1066, já que os normandos tinham muitos jogos para relaxar e se divertir.

O futebol de massa provavelmente chegou à Inglaterra com os normandos. Esta gravura em aço de 1835 mostra `La Soule` que era uma forma violenta de futebol jogado na Normandia e na Inglaterra nos tempos medievais. Ilustração cortesia do Museu Nacional do Futebol, Preston, Reino Unido.
Nos tempos medievais, as bolas de futebol eram feitas de qualquer coisa que pudesse ser chutada. Este porta-vinho de couro antigo serviu para este fim muito bem.
 
A bola Ashbourne, usada no jogo municipal anual Shrovetide, é feita especialmente a cada ano e é extremamente decorada. Mas, depois de um dia sendo chutada de um lado para o outro do ’campo’, ela, normalmente, fica muito danificada
Ilustrações cortesia do Museu Nacional do Futebol, Preston, Reino Unido

Certamente os franceses, e na Bretanha especificamente, jogavam uma forma de futebol de massa nos primórdios da idade média. Era conhecida como ‘La Soule’ ou ‘Choule’, mas a origem do nome não está clara. Pode originar-se de ‘sol’, ou ‘solea’, significando sola da bota, ou mesmo ‘choler’, chutar.
A bola era geralmente sólida, feita de couro ou madeira e, frequentemente, com enchimento de cabelo ou musgo. O objetivo era fazer gol – que podia ser um córrego ou uma árvore ou um muro – batendo nele com a bola.
Centenas de homens participavam, não havia regras verdadeiras e normalmente se transformava em um combate em massa. Era uma fúria tal que uma trilha de corpos ensangüentados e machucados era sempre deixada no rastro da luta pela bola. Afirma-se que, em certa ocasião, homens se afogaram quando perseguiam freneticamente a bola no mar durante um jogo e, numa outra vez, dizem que 40 homens se afogaram na lagoa em Pont l’Abbe. Tamanho era o dano aos indivíduos que mais de um rei francês proibiu o jogo.

Na Inglaterra, os aprendizes medievais jogavam uma forma grosseira de futebol pelas ruas das cidades, normalmente usando bolas feitas em casa, como frascos de vinho de couro cheios de algo como pedaços de cortiça. Esses grupos de jovens correndo pelas ruas da cidade chutavam, empurravam, conduziam e geralmente forçavam a bola até o gol. Na Inglaterra, também a monarquia, com freqüência, tentava parar tais atividades e, em 1365, o Rei Edward III decidiu proibir o futebol por razões militares – já que as tropas preferiam o jogo a lutar ou mesmo praticar seu arco e flecha.
Em algum momento desconhecido, alguém descobriu que as bexigas de porcos infladas eram boas para os chutes, e repicavam extremamente bem, e foram incorporadas em muitos jogos. Não está clara como a bexiga era inflada, mas há evidências, daquele tempo, de bombas simples sendo usadas para inserir o ar na ‘bola’. Se o repique da bola era inteiramente imprevisível por causa da forma da bexiga, então isso era somado à diversão. O problema era que a ferocidade, e a violência destes jogos da plebe, frequentemente, provocavam o rompimento da bola. Então, as bolas começaram a ser revestidas de couro para serem mais resistentes.

A evolução da bola

A bola mais antiga

A bola de futebol de couro mais antiga existente, provavelmente, tem 450 anos e foi encontrada escondida nas vigas em cima da cama da Rainha Maria dos Escoceses, no Castelo de Stirling, na Escócia, bem recentemente, em 1999. A bola foi confeccionada da bexiga de porco com um revestimento de couro costurado em sua volta. A Rainha era conhecida por lançar a bola de sua sacada no começo das partidas entre os empregados reais e os soldados. As partidas geralmente eram lutas sem regras entre dezenas de homens e, provavelmente, tinham mais relação com o rugby moderno que com o futebol.

Foto cortesia do Museu e Galeria de Artes Stirling Smith, Stirling,

Ninguém sabe ao certo como a bola ficou agarrada entre as vigas, mas há uma forte possibilidade dela ter parado ali por um chute através da janela aberta. Um poema escrito no dialeto escocês, em 2001, por James Robertson, conta essa história como ele imagina que aconteceu:

A bola do Castelo Stirling que a Rainha Maria dos Escoceses supostamente lançava de seu quarto para o pátio embaixo, para começar o jogo de futebol entre as tropas ali posicionadas.

A evolução da bola

Futebol da Associação

O jogo de futebol se espalhou das escolas para as universidades e, então, para os times ‘Old Boys’ (antigos alunos da escola), e então para os clubes. Até esta época, os alunos da mesma escola somente podiam jogar uns com os outros, porque todas as regras eram diferentes para cada estabelecimento. Mas, a partir daí, os times começaram a se unir para discutir e definir algum tipo de regras universais, para que os times diferentes pudessem, de fato, jogar uns contra os outros também.

Em 1848, vários alunos de escolas exclusivas, como Eton, Harrow, Westminster, Charterhouse, Shrewsbury e outras, se uniram para estabelecer uma forma comum de regras, para que pudessem se ‘associar’ ou jogar juntos. Elas ficaram conhecidas como as Regras de Cambridge e consistiam em 14 pontos, muitos dos quais eram diferentes das Regras do Jogo atuais. Por exemplo, um jogador não podia apanhar uma bola, mas ele podia pará-la com as mãos, e era impedimento se ele ficasse à frente da bola.
Em 1857, Sheffield FC, o primeiro clube de futebol que não era vinculado a uma escola ou universidade, foi formado e também desenvolveu suas próprias regras, que incluíam o fato estranho de que os jogadores tinham que usar bonés coloridos para identificar os dois times. Isso deve ter feito com que o cabecear a bola se transformasse numa tática um tanto incerta!
Contudo, tal foi o aumento da popularidade do jogo que, em 26 de outubro de 1863, 11 times se juntaram para formar a Associação de Futebol (FA) e desenvolver uma série de regras uniformes. Esta, provavelmente, é a data mais significativa da história do jogo e é a razão da FA ter a honra de ser a única associação de futebol no mundo que não tem o nome de seu país na sua denominação.
Nesta época, não existiam especificações sobre a bola propriamente dita. De fato, a primeira vez que uma bola de tamanho padrão parece ter sido especificada foi para um clássico entre a London Football Association e Sheffield Football Association em 1866, quando foi determinado que uma bola ‘Lilywhite’s Number 5’ devia ser usada. Depois, foi proposto que um tamanho fixo de bola devia ser usado para as Competições da Challenge Cup da FA. De novo, o acordo geral foi que a “Lillywhite’s Number 5” deveria ser usada.
Finalmente, a regra para a Challenge Cup da FA foi que a bola devia ter a circunferência média de no mínimo 27 polegadas (68,5 cm) e no máximo 28 polegadas (71 cm). Esta regra então se tornou norma para todos os jogos em 1883. O peso padrão em 1889 era entre 12 a 15 onças (340 a 425 gramas) e foi mudado de novo em 1937 para entre 14 a 16 onças (397 a 453 gramas).

A evolução da bola

O Jogo popular

A vida dos trabalhadores, até o século 19, não deixava muito tempo para o esporte. As pessoas trabalhavam seis dias por semana e esperava-se que fossem à igreja no domingo e, certamente, não se deixariam perder em nenhuma atividade violenta em dia sagrado.

Mas a revolução industrial na Inglaterra levou a uma mudança na forma com que as pessoas comuns viviam. Um novo maquinário estava sendo usado na terra, tornando o trabalho no campo estava menos intenso, mas, ao mesmo tempo, as máquinas estavam sendo desenvolvidas nas fábricas, e milhares de pessoas trocavam a vida no campo para ir para as cidades trabalhar.

O trabalho na fábrica era duro, sem imaginação e repetitivo, mas, geralmente, o trabalho terminava aos sábados na hora do almoço. Os homens precisavam relaxar do trabalho duro da semana e, então, o futebol se tornou a saída ideal. E, como o jogo se espalhou rapidamente no final do século 19, as ligas foram formadas e a necessidade de equipamento, a bola em particular, se tornou, de fato, muito importante.
Na década de 1870, o profissionalismo começou a engatinhar no jogo, ainda que ilegalmente, quando um escocês chamado J. J. Laing admitiu estar sendo pago pelo Sheffield Wednesday. Em 1885, a FA decidiu que tinha que fazer algo sobre a prática crescente de pagamentos encobertos, tornando-os oficiais, mas com certas restrições nas transferências entre clubes e em onde um jogador deveria viver, para que os jogadores ficassem com um pequeno poder de barganha. Mas, dessa maneira, os primórdios do jogo profissional tinha nascido.

How is a football manufactured?

Almost every football manufactured today is made of synthetic leather because its thickness varies far less than real leather. Normally, a ball consists of several layers of material that are covered with a waterproof coating. The layers are printed and cut into panels of various shapes, usually pentagons or hexagons, though sometimes rectangles or other shapes, all of which are stitched together to form the ball.

 Huge drums were used for tanning the hides. Photo courtesy of Pittards Leeds, UK

Balls are usually finished by hand by skilled stitchers, though some are manufactured by machine. It takes over four hours to produce a handstitched ball with its 1,400 to 2,000 stitches. The ball is sewn together inside out. Before the last piece is stitched, the ball is turned the correct way round, then the rubber valve is inserted and the last stitch is sewn using a special curved tool. This allows the stitchers to pull the threads from inside the ball and ensure a perfect smooth finish.

History Facts

Early Tanning Processes

Animal hides were certainly the first forms of clothing. They would have offered warmth in winter but were inclined to go stiff in the cold. In the summer they would have rotted in the heat and become extremely smelly! Without tanning the bacteria in an animal hide will cause it to disintegrate fairly quickly but the tanner’s art is to use the right chemical and finishing processes to create perfect piece of finished leather. The tanner’s art has not changed over hundreds of years but the speed and sophistication of the process has. For instance, 150 years ago it could take up to two years to tan leather properly - now the entire process can be completed in less than a week.

Leather Football Manufacture in the Twentieth Century

The ball construction changed little in the middle half of the twentieth century. Leather was the only material used and balls were generally either of the 12-panel ‘box’ construction or the 18-panel variety. Both worked on the same six-sided rounded cube pattern developed by Joseph Pracey. In the 12-panel version, the six sides of the cube are effectively split into two and, in the 18-panel version, they are split into three.
In the 1920s, manufacturers also started to use strong cloth to back the leather to prevent it from stretching a going out of shape. And improved water resistance was created by coating the leather with water-resistant materials or synthetic paint.
Until the 1930s, all the leather panels had to be cut by hand so, however skilled the cutter, there was always a margin of error. By the 1930s, however, manufacturers had developed machines with shaped cutting knives which speed up the cutting process and made for more uniformity. The panels were also plain so each stitcher had to punch his own stitching holes by hand with an awl.
The Disadvantages of Leather
Whilst anyone who has played with a leather football would say that, at the time, there was nothing like the feel of a brand new leather ball. But leather has its disadvantages. Firstly, one could never be sure how long that ‘perfect feel’ would last. If the leather panels stretched, then the ball would soon become misshapen. But worse still was the problem of water absorption. Although various coatings were tried out in the latter part of the 20th century, leather was quite water absorbent and by the end of a match in a downpour a leather ball could weigh 25% more than when it started it which made for a less-controlled game and was not at all pleasant for the players. To help the ball keep its shape and size, cloth linings were used to back the leather but often the linings were too strong which made the ball feel hard and unresponsive.
Leather is also a natural material and, although it would be finished and shaved to an even thickness, nevertheless imperfections could occur. Indeed post-war leather was of such poor quality that the ball burst in both the English FA Cup Finals of 1946 and 1947!

Synthetic Leather

A major breakthrough in football manufacture came in the 1960s with the first totally-synthetic football seeing the light of day.
This was because manufacturers began to look for a material with more consistency. This search coincided with the development of artificial or synthetic leather. This was developed originally not for the benefit of football but for the very much bigger market of clothing, footwear and accessories such as handbags. This was itself part of a much larger trend of using synthetic materials to produce consumer goods to replace traditional materials such as steel, wood, cloth and of course leather.

Synthetic materials are basically created from polymers, molecules of chemicals (mainly derived from petrochemicals like oil) which react together to form long chains. Different combinations of chemicals produce materials with differing characteristics. For example: polyethylene is soft and can be used for plastic films such as those used in sandwich bags; polypropylene is more brittle and often used for packaging such as yoghurt containers; polyamide is more commonly known as nylon which can be turned into hardwearing carpets and brushes and so on.

PVC (polyvinyl chloride) was the first choice for early footballs. When blended with a plasticiser it becomes pliable and had been very successfully used in the clothing industry for raincoats since it was waterproof and could be stitched easily. Some footballs are still made of PVC but it is not the perfect choice since it scuffs quite easily and can become brittle in cold weather and tacky in hot weather.

A better choice for footballs proved to be polyurethane which is formed from the reaction of molecules of diisocyanate and dialcohol and is very versatile. One form of polyurethane can be spun into elastic fibres called, spandex, most commonly seen in Lycra sports clothing. Some can be foamed by forcing pressurised gas into the polymerising mixture and are used, for example, in a soft form in upholstery and a hard form in surf boards.
Natural leather workers hate the description ‘artificial leather’ preferring the more accurate name ‘synthetic material but there is no doubt that the average consumer would find it very difficult to tell the difference between real leather and a polyurethane-coated material without a very close inspection!

Synthetic materiala are produced in specialist factories on a rolling production line. Peter Stonehouse of one such coated textile manufacturers, J.B. Broadley, based in Lancashire, UK which made materials for footballs until the late 1980’s, explains:
“Firstly a roll of silicone-coated paper around 1,000 metres long and 160 centimetres wide is loaded at the start of the spreading line. The paper will generally have an emboss or pattern in it which is reproduced on the material. The roll goes though a series of feed rollers and a solution of polyurethane is pumped on and spread to an even thickness over the paper. This may be only a few hundredths of a centimetre thick and will usually also contain pigment and other additives to give it the correct appearance.
“The weight of the coating is checked to ensure that it is even throughout and then the roll continues though a long oven to solidify the coating. This can be heated from anything between 70º to 150º Centigrade. A second coat of polyurethane is then pumped and spread of the previous coating. This mixture is thicker however. This thickness can be created by the introduction of air either by foaming the polyurethane mixture as one would whisk egg whites or by introducing a chemical blowing agent which decomposes into tiny gas bubbles.

“Then the second layer then goes through a similar drying process.
“For footballs,, a third layer will generally then be applied. The roll of backing material - poly-cotton generally - is laminated onto the back of the polyurethane roll whilst it is still tacky. This gives strength to the final material and prevents it stretching and going out of shape - but not so much that it loses its elasticity.
“Finally the paper is peeled off for subsequent re-use and the roll of finished material is trimmed, inspected and delivered to customers.”
But much testing and technology goes into finding his perfect polyurethane material for football because the ball has to fit certain criteria. Firstly, the Laws of the Game state it must weigh between no more than 450 grammes and no less than 410 grammes. Taking into account the weight of the bladder and valve and sewing twine, the cut leather patches must be of an exact weight to make up the difference so it is important that the thickness of the material is calculated exactly.
Then the ball must have a circumference between 68 cm and 70 cm. Providing the patches are the right shape and size, one might conclude that this is no problem to achieve with a leeway of two centimetres. However, the ball also has to be inflated to up to 1.1 bar which puts a strain on the material itself so, if it is too soft, the ball will over-inflate (like a soft rubber a balloon) to reach the required pressure and will become too large.

This is one of the reasons that the polyurethane film is backed with a supporting material - to minimise the stretch. But because this supporting material is woven it will have a certain amount of natural stretch in itself. The material is woven from strands of thread set on a loom. Long strands of thread known as the ‘warp’ run longitudinally and then shuttles interweave threads alternatively up and under the longitudinal threads. This is known as the ‘weft’. Pull a piece of material and you will see that there is much more stretch in the weft than there is in the warp and, where clothing is concerned, it is important that manufacturers take this into consideration.
The same applies to footballs. It is important that the amount of stretch in the casing of the ball is equally balanced all round. If the ball were constructed with the stretch all one way, then eventually, over time and with use, it would become more oval and consequently unbalanced. So the material for footballs is tested for several characteristics before it even gets to the ball manufacturers.

For example, the material is tested for resistance to abrasion and scuffing and also that the layers do not split because they have peeled. Stretch and breaking point is also measured on a tensile strength machine. Peter Longstroth, quality control manager at Broadley’s, the says “General stretch on the warp would usually be around five to 12 per cent before the material would break and on the weft between 12% to 25% s.” This means that there is more stretch one way than the other.”
Materials can be tested in a laboratory of course but it really had to be made up into a ball to see more precisely how it would behave under the pressures of a match and in wet weather.
 

Synthetic material is produced in 1,000- metre rolls on a rolling production line. Photo courtesy of J.B. Broadley, Leeds UK

Making a Football

Regardless of whether the ball is made from leather of from a synthetic material, the method of making A hand-sewn ball has changed very little over a hundred years. One well-known name in the 1970s was that of Minerva who manufactured balls in North London. This is a step-by-step demonstration shows how a ball was made then. The process is more automated now with printing, weatherproofing, cutting and hole-punching done by machinery but hand-sewing is still done in exactly the same way now as it was done a century ago.

Photos courtesy of Chris Fairclough from his book ‘Making Footballs’

Modern Football Manufacture

As the game increased dramatically and globally in popularity so the nature of manufacturing began to change also. Smaller firms found that they could no longer compete on price with the bigger companies who were able to take advantage of the world-wide marketplace to source both material and labour.

Now over 40 million footballs are produced each year. They vary in price from a few dollars in to perhaps $150 or more. It is difficult to estimate the actual number of football manufacturers worldwide but, suffice to say, just over 100 manufacturers are registered FIFA licensees. These include: the big, worldwide brands which have some three-quarters of the world market between them; other somewhat smaller companies which still have a world market; those which are well-known and mainly sell in their own countries; right down to small manufacturers producing only a few hundred footballs a year. Of course many of the household-name companies produce sportswear and footwear as well and so footballs are simply part of their product range.

Where the major brands are concerned, marketing and distribution is mainly done from big US or European headquarters with satellite offices, or agents, in the major markets. Manufacture of both materials and balls is almost exclusively done in Asia. Gone are the days when a hide from a slaughtered cow went to a local tannery and thence to a nearby leatherworks to be turned into footballs. In the 21st century, synthetic materials may be sourced from China, Korea, Taiwan, India, Thailand or any other Asian country and may then be sewn in yet another. The chances are that the ball itself will be made in Pakistan and in the Sialkot region in particular. The region has made a speciality of football manufacture, a proportion as own brands, but the majority being made for one of the big manufacturers.

Como uma bola de futebol é fabricada?

Quase toda bola de futebol fabricada hoje em dia é feita de couro sintético porque sua espessura varia muito menos do que a do couro natural. Normalmente, uma bola consiste de várias camadas de material que são revestidas com uma cobertura à prova d’água. As camadas são impressas e cortadas em gomos de diversas formas, normalmente pentágonos ou hexágonos, e também retângulos ou outras formas, que são costuradas juntas para formar a bola.

 Huge drums were used for tanning the hides. Photo courtesy of Pittards Leeds, UK

 

As bolas são finalizadas, tradicionalmente, à mão por costureiros habilidosos, apesar de que, cada vez mais, bolas são produzidas por máquinas. Leva-se cerca de quatro horas para se produzir uma bola costurada à mão com entre 1.400 e 2.000 pontos. A bola é costurada de dentro para fora. Antes da última peça ser costurada, a bola é virada do lado avesso, a válvula de borracha é inserida e o último ponto é dado, usando uma ferramenta curva especial. Isso permite que os costureiros puxem os fios de dentro da bola para garantir um acabamento liso perfeito.

Fatos históricos

Processos primitivos de curtume

O couro de animais foi, definitivamente, uma das primeiras vestimentas. Ele oferecia aquecimento no inverno, mas costumava ficar rígido no frio. No verão, apodrecia no calor e ficava bem malcheiroso! Sem o curtimento, as bactérias causariam a desintegração rápida do couro do animal, mas a arte do curtume é usar processos químicos e de acabamento corretos para criar a peça perfeita de couro acabado. A arte do curtume não mudou em centenas de anos, mas a velocidade e a sofisticação do processo sim. Por exemplo, há 150 anos, para fazer o curtimento do couro de maneira apropriada, podia-se levar até dois anos – hoje em dia, o processo inteiro pode ser completado em menos de uma semana.

Fabricação de bolas de futebol de couro no século 20

A confecção da bola mudou pouco na última metade do século 20. O couro era o único material usado e as bolas eram normalmente confeccionadas como “caixas”de 12 gomos ou da variedade de 18 gomos. Ambas funcionavam a partir do mesmo modelo do cubo de seis lados arredondado desenvolvido por Joseph Pracey. Na versão de 12 gomos, os seis lados do cubo são divididos em dois e, na versão de 18 gomos, são divididos em três.

Nos anos 1920, os fabricantes começaram a usar um tecido forte para cobrir o couro, para impedir que ele esticasse e perdesse a forma. E melhoraram a resistência à água, revestindo o couro com materiais resistentes a água ou tintas sintéticas. Até os anos 30, todos os gomos de couro tinham de ser cortados à mão, então, dependendo da habilidade do cortador, sempre havia margem para erro. Já nos anos 30, entretanto, os fabricantes desenvolveram máquinas com facas moldadas, o que acelerou o processo de corte e gerou maior uniformidade. Os gomos também eram planos e cada costureiro tinha que fazer os próprios buracos de costura com um furador.

As desvantagens do couro

Qualquer um que já usou uma bola de futebol de couro diria que, naquela época, não havia nada como uma bola de couro novinha. Mas o couro tem suas desvantagens. Primeiro, nunca era possível saber quanto tempo aquela `sensação perfeita’ iria durar. Se os gomos de couro esticassem, a bola logo perderia o formato. Mas, pior do que isso eram os problemas de absorção de água. Apesar de vários revestimentos terem sido testados no fim do século 20, o couro ainda absorvia muita água e, no fim de uma partida na chuva, uma bola de couro podia pesar 25% mais do que quando a partida começou, o que resultava em um jogo menos controlado e não era tão agradável para os jogadores. Para ajudar a bola a manter sua forma e tamanho, forros de tecido eram usados para cobrir o couro mas, na maioria das vezes, o forro era muito forte, o que fazia com que a bola ficasse dura e com resposta ruim.

O couro também é um material natural e, apesar de acabado e raspado para uma espessura por igual, imperfeições aconteciam. De fato, o couro pós-guerra era de qualidade tão baixa que a bola estourou nas Finais da Copa FA da Inglaterra de 1946 e 1947!

Couro sintético

Uma grande descoberta na fabricação de bolas de futebol aconteceu nos anos 60 com o surgimento da primeira bola de futebol totalmente sintética.
Isso aconteceu porque os fabricantes começaram a procurar um material com maior consistência. Esta busca coincidiu com o desenvolvimento de couro sintético ou artificial. Ele foi desenvolvido originalmente não para as bolas de futebol, mas para o mercado muito maior de roupas, sapatos e acessórios como bolsas de mão. Isso fez parte de uma tendência muito maior de uso de materiais sintéticos para produzir bens de consumo, substituindo materiais tradicionais como aço, madeira, tecido e, obviamente, couro.

Material sintético produzido em rolos de 1.000 metros numa linha de produção móvel. Foto cortesia da J.B. Broadley, Leeds, Reino Unido

Materiais sintéticos são criados basicamente a partir de polímeros, moléculas de produtos químicos (na sua maioria derivados de petroquímicos como petróleo), que reagem juntos para formar longas cadeias. Combinações diferentes de produtos químicos produzem materiais com características diferentes. Por exemplo, polietileno é macio e pode ser usado para filmes plásticos, como os usados para sanduíches; o polipropileno é mais áspero e usado, frequentemente, para embalagens como as de iogurte; o poliamido é normalmente conhecido como nylon, que pode ser transformado em carpetes duros, escovas e coisas do tipo.

O PVC (clorido de polivinil) foi a primeira escolha para as primeiras bolas de futebol. Quando misturado com um plastificador, ele fica maleável e vem sendo usado na indústria de roupas para capas de chuva, por ser à prova d’água, e pode ser costurado facilmente. Algumas bolas de futebol são ainda feitas de PVC, mas essa não é a melhor escolha, pois elas furam facilmente e podem ficar duras no clima frio, e moles no clima quente.

Uma escolha melhor para as bolas de futebol acabou sendo o poliuretano, que é formado através das reações das moléculas de dicianato e diálcool, e é muito versátil. Uma forma de poliuretano pode ser transformada em fibras elásticas chamadas de spandex, normalmente vistas nas roupas de ginástica com Lycra. Outra pode ser formada ao se forçar gás pressurizado na mistura de polímeros e são usados, por exemplo, na forma macia para estofamento e na forma dura para pranchas de surf.

As pessoas que trabalham com couro natural odeiam o termo `couro artificial’, e preferem o termo mais correto de `material sintético’. Mas não há dúvidas de que, para o consumidor comum, seria muito difícil diferenciar o couro real e um material revestido com poliuretano sem uma inspeção detalhada!
Os materiais sintéticos são produzidos em fábricas especializadas numa linha de produção móvel. Peter Stonehouse, da fabricante de materiais têxteis J.B. Broadley, em Lancashire, Reino Unido, que produziu material para bolas de futebol até os anos 80 explica:

“Primeiro, um rolo de papel coberto com silicone com cerca de 1.000 metros de comprimento e 160 centímetros de largura é colocado no início da linha. O papel normalmente tem um desenho ou padrão que é reproduzido no material. O rolo passa por uma série de rolos de alimentação e uma solução de poliuretano é bombeada e espalhada com espessura igual sobre o papel. A espessura é de apenas alguns milímetros e, normalmente, contém pigmentos e outros aditivos para fornecer a aparência correta.

O peso do revestimento é checado para garantir que está espalhado uniformemente, e o rolo continua através de um longo forno para solidificar a cobertura. Aí ele é aquecido entre 70° e 150° Centígrados. Uma segunda camada de poliuretano é bombeada e espalhada sobre a cobertura anterior. A mistura é ainda mais grossa. Essa espessura pode ser criada ao se introduzir ar na mistura de poliuretano, como ao bater claras em neve ou introduzindo um agente químico que se decompõe e forma pequenas bolhas de gás.

Depois a segunda camada passa por um processo de secagem similar.

Para bolas de futebol, normalmente uma terceira camada é aplicada. O rolo de material de cobertura – polialgodão, normalmente – é aplicado no fundo do rolo de poliuretano enquanto ainda está maleável. Isso dá força ao material final e evita que ele estique e perca a forma – mas de uma maneira que não perca sua elasticidade."
 “Finalmente o papel é retirado para ser reutilizado posteriormente e o rolo de material acabado é cortado, inspecionado e entregue aos clientes.”

Muitos testes e tecnologia são necessários para se encontrar o material de poliuretano perfeito para bolas de futebol, porque as bolas devem seguir certos critérios. Primeiro, as Regras do Jogo dizem que ela deve pesar entre não mais que 450 gramas e não menos que 410 gramas. Levando-se em consideração o peso da bexiga, válvula e fio de costura, os pedaços cortados de couro devem ter um peso exato para atender à diferença, portanto é importante que a espessura do material seja calculada exatamente.

Além disso, a bola deve ter uma circunferência entre 68 cm e 70 cm. Considerando-se que os pedaços estejam do tamanho e formato corretos, é possível concluir que isso é fácil de conseguir com uma folga de dois centímetros. Entretanto, a bola também deve ser inflada com até 1.1 bar, o que gera tensão no material. Se o material for muito macio, a bola infla demais (como borracha macia ou um balão) para atingir a pressão necessária e ficará muito grande.
Esta é uma das razões pelas quais o filme de poliuretano é revestido com um material de suporte – ou seja, para minimizar a elasticidade. Mas, por este material de suporte ser entrelaçado, ele terá uma certa elasticidade natural. O material é formado a partir de fios colocados num tear. Longos conjuntos de fios conhecidos como a ‘dobra’ são colocados longitudinalmente e partes móveis entrelaçam fios em cima e embaixo dos fios longitudinais. Isso é conhecido como ‘trama’. Puxe um pedaço do material e você verá que há muito mais espaço para se esticar na trama do que na dobra e, no que diz respeito a roupas, é importante que os fabricantes levem isso em conta.

O mesmo se aplica a bolas de futebol. É importante que a quantidade de elasticidade no invólucro da bola esteja igualmente balanceada. Se a bola fosse confeccionada com a elasticidade toda para o mesmo lado, eventualmente, com o tempo e o uso, ela ficaria mais oval e desbalanceada. Portanto, diversas características do material das bolas são testadas antes de chegar aos fabricantes de bolas.

Por exemplo, o material é testado para resistência à abrasão e ao desgaste e também para que as camadas não rasguem porque foram descascadas. A elasticidade e o ponto de ruptura são medidos com uma máquina de força. Peter Longstroth, gerente de controle de qualidade na Broadley, diz “A elasticidade geral na dobra deve ser de cerca de 12 por cento antes do material se partir e na trama, entre 12% e 25%.” Isso significa que há mais elasticidade de um lado do que do outro.”

Os materiais podem ser testados num laboratório, mas eles devem ser transformados em bola para se ver mais precisamente como iria se comportar sob as pressões de uma partida e num clima úmido.

Fazendo uma bola de futebol

Independentemente se uma bola é feita de couro ou com material sintético, o método de se fazer uma bola à mão mudou muito pouco nos últimos cem anos. Um nome bem conhecido nos anos 70 era Minerva, que produzia bolas no norte de Londres. Esta é uma demonstração, passo a passo, que mostra como uma bola era feita. O processo é mais automatizado agora, com a impressão, impermeabilização, corte e buracos feitos por máquinas, mas a costura à mão ainda é feita, exatamente, da mesma forma que há um século.

Photos courtesy of Chris Fairclough from his book ‘Making Footballs’

Fabricação de uma bola de futebol moderna

À medida que a popularidade do jogo cresceu drasticamente e globalmente, a natureza da produção também começou a mudar. Firmas menores descobriram que não conseguiam mais competir com o preço de companhias grandes, que eram capazes de se aproveitar do mercado global para fornecer material e mão-de-obra.

Agora, mais de 40 milhões de bolas de futebol são produzidas por ano. Elas variam de preço de uns poucos dólares até $150 ou mais. É difícil estimar o número atual de fabricantes de bolas de futebol no mundo, mas basta dizer que cerca de 90 fabricantes são licenciados FIFA. Isto inclui: as maiores marcas espalhadas pelo mundo que somam três quartos do mercado; companhias um pouco menores que ainda fazem parte do mercado global; aquelas que são bem conhecidas e vendem majoritariamente nos seus próprios países; até os pequenos produtores que produzem apenas algumas centenas de bolas por ano. Obviamente, muitas das companhias conhecidas produzem roupas e calçados esportivos também, e desse modo, as bolas são apenas um de seus produtos.

No que diz respeito às marcas maiores, o marketing e a distribuição são feitas principalmente de centrais americanas ou européias com escritórios satélite, ou agentes, nos mercados majoritários. A produção tanto do material quanto das bolas é quase exclusivamente feita na Ásia. Ficou para trás o tempo em que uma vaca morta era mandada para ser curtida localmente, e depois para as fábricas de couro para ser transformada em bolas de futebol. No século 21, materiais sintéticos podem vir da China, Coreia, Taiwan, Índia, Tailândia ou qualquer outro país asiático, e podem ser costurados em outro país. A possibilidade é que a bola seja feita no Paquistão e na região Sialkot, em particular. A região se tornou especialista na produção de bolas, com uma proporção para marcas locais, mas a maioria sendo feita para um dos grandes fabricantes.

A esfera perfeita

Até que alguém invente uma maneira melhor de fazê-las, as bolas de futebol devem ser feitas de pedaços de material planos unidos, mas o material deve ser macio o suficiente para esticar numa esfera quando o ar a inflar. Como dito anteriormente, isso pode não parecer ideal, mas, na verdade, os gomos fazem com que a bola voe mais rápido e de maneira mais precisa pelo ar. Uma bola completamente lisa está longe do ideal.

Ilustrações cortesia de ‘Sólidos Platônicos e Arquimedianos’ por Dawud Abu-Asiya, publicado por Wooden Books.

O objetivo dos fabricantes de bolas no século 19 era o de encontrar um padrão no qual a bola mantivesse sua forma e, mesmo assim, fosse fácil de cortar e costurar. Como Isso era feito totalmente à mão, quanto mais simples, melhor.
O design do segmento laranja da bola de oito ou dez gomos com um botão final nunca foi bem balanceado e começava a alongar logo. É interessante que as bolas de rúgbi e de futebol americano sejam desenhadas exatamente com o princípio de segmentos laranja e são feitas com apenas quatro pedaços de material!
Os primeiros fabricantes criaram seus próprios designs, alguns bem inteligentes. Mas existem apenas cinco maneiras de se dividir uma bola – ou mais precisamente uma esfera – em seções idênticas com extremidades e ângulos iguais. Eles são quatro triângulos, seis quadrados, oito triângulos, doze pentágonos ou vinte triângulos.

Icosidodecaedro: Este é o design mais usado para uma bola de futebol. É formado por 12 pentágonos cercados por 20 hexágonos.   Rombicosidodecaedro: 62 seções – 12 pentágonos, unidos por 30 quadrados e 20 triângulos.
     

Grande Rombicosidodecaedro: Esse também é formado por 62 seções – 12 decágonos, cercados por 20 hexágonos e 30 quadrados.

 

Dodecaedro Chato: De todos os sólidos de Arquimedes, este é o mais próximo de uma esfera. É composto de 12 pentágonos e 80 triângulos.

Mas, quanto menor for o número de pedaços, maior a quantidade de elasticidade de cada pedaço para permitir que a bola inflada fique redonda, mas muita elasticidade quer dizer que a bola pode continuar sendo inflada e ficar muito grande ou desigual.

O padrão de seis gomos, por exemplo, era basicamente um cubo e precisava de muita elasticidade do couro para se tornar uma esfera decente. Este problema era mais ou menos resolvido ao se dividir cada quadrado ao meio para formar doze gomos, ou por três, para se formar uma bola com dezoito gomos, na qual a seção central de cada três gomos que formavam um quadrado era subdividida novamente em três para dar mais força.

Estranhamente, os triângulos nunca foram uma escolha popular, nem baseados em quatro ou oito gomos, porque a elasticidade teria que ser muito grande para a bola manter sua forma. (A bola usada no jogo de Workington é na verdade um design simples de quatro triângulos). A versão de 20 gomos, provavelmente, nunca deu certo, porque cada conjunto de cinco triângulos acabava junto, o que tornava muito difícil costurar adequadamente.

A escolha atual mais popular é o icosidodecaedro truncado. Isso pode parecer o nome de um dinossauro problemático, mas é, na verdade, uma mistura de 20 hexágonos (seis lados) e 12 pentágonos (cinco lados). Se você está se perguntando como alguém descobriu que isso seria uma boa combinação, você teria que voltar 2.000 anos para a área dos grandes matemáticos gregos.

É mais fácil ilustrar do que descrever essas complexidades matemáticas. Mas se você tentasse encaixar um objeto numa esfera para que todos seus pontos tocassem o interior desta esfera, você teria uma ideia.

Platão descreveu o que ficaria conhecido com os sólidos de Platão – um objeto com faces de lados iguais como um cubo (ou um hexaedro para usar o nome real) ou um icosaedro – um sólido de vinte lados formado com 20 triângulos.

Arquimedes é, provavelmente, conhecido pela maioria das pessoas porque contam que ele correu pelado pelas ruas de Atenas gritando “Eureka” (Eu descobri), porque havia descoberto o princípio do deslocamento de água em relação a objetos com pesos diferentes.

Mas este incrível matemático também nomeou os chamados sólidos de Arquimedes. Eles são, basicamente, trinta formas que se encaixam perfeitamente numa esfera usando triângulos, quadrados, pentágonos, hexágonos, octógonos e decágonos. Se você pegar um icosaedro de vinte lados e cortar (ou truncar) suas quinas, vai acabar com um icosaedro truncado.

Esta não é a única solução para padrões adequados para se fazer uma bola de futebol. Há o icosidodecaedro de 32 lados, por exemplo – uma combinação de pentágonos e triângulos; o rombicosidodecaedro (uma combinação de pentágonos, triângulos e quadrados). Ou até o grande rombicosidodecaedro (formado por octógonos cercados por quadrados e pentágonos).

Ilustrações cortesia de Wikipedia

Talvez a forma esférica quase perfeita formada por superfícies planas seja a esfera `geodésica’. Domes geodésicos são formados ao se pegar um sólido de Platão, como um icosaedro, e preencher cada face com um padrão regular de triângulos, para que seus vértices fiquem na superfície da esfera. O truque é que o subpadrão dos triângulos deve criar geodésicos, ou ‘grandes círculos’, para distribuir a pressão pela estrutura.
Por exemplo, se você dividir dez pentágonos em doze triângulos de formato igual mas com lados desiguais, você acabará com 120 gomos ao todo. Em termos de uma bola de futebol, isso resultaria numa grande quantidade de costura. Mas isso pode ser reduzido para 40 gomos ao se unir triângulos menores para formas mais complicadas. Mas o problema de vários pontos se encontrando num só lugar ainda existe, o que era o problema que os primeiros fabricantes estavam tentando resolver com a bola com botões.

Uma esfera geodésica. Esta é formada de hexágonos divididos em seis triângulos iguais. É muito forte e normalmente como os domos arquitetônicos são construídos. O mesmo princípio pode ser aplicado a bolas de futebol, mas a quantidade de costura a torna impraticável.

Ilustração cortesia do Wikipedia.

Enquanto a maioria dos fabricantes optou pelo icosaedro truncado (numa linguagem simples – a bola de 32 gomos), alguns estão procurando alternativas. Le Coq Sportif desenvolveu uma série de bolas chamadas Triaton que são baseadas no icosaedro truncado. Ela é feita de 32 faces - 12 pentágonos e 20 triângulos. Então, tem 32 faces como o icosaedro, mas somente 30 extremidades e 60 vértices
Outro fabricante, Uhlsport, criou seu próprio design único chamado Triconcept. Ele é baseado no rombicosidodecaedro. O rombicosidodecaedro é construído com 62 faces combinando 12 pentágonos separados por 30 quadrados e 20 triângulos. Mas 62 faces e 120 extremidades são mais complicadas no que diz respeito ao corte e na costura, já que quatro pontos se encontram no mesmo lugar. Entretanto, a Uhlsport conseguiu subverter este problema de maneira engenhosa ao unir um triângulo e três meio-quadrados numa forma semelhante a um `T’. Isso significa que não mais que dois pontos se encontram numa extremidade reta.
Enquanto o design dos gomos é crucial para a jogabilidade de uma bola, provavelmente o design impresso é o que vai chamar primeiro a atenção dos consumidores.
As primeiras bolas não tinham nada impresso nelas mas, quando os fabricantes pequenos começaram a desenvolver seus próprios designs únicos e estavam tentando competir uns com os outros dizendo que tinham bolas que duravam mais e que nunca perdiam a forma, a melhor maneira de distinguir uma da outra era dando nomes – Champion, Referee ou County, por exemplo. Estes nomes eram pintados na bola acabada com tinta preta com uma placa de metal e eram bem pobres para padrões atuais.
Não demorou muito para os fabricantes perceberem que você consegue um acabamento mais profissional imprimindo no couro antes dele ser costurado, e tinham essa vantagem com a superfície lisa. Mas o uso de letras pretas no couro marrom continuou até os anos 60.
Depois, como já dito anteriormente, a adidas produziu uma bola de 32 gomos para a FIFA World Cup™ de 1970 e imprimiu hexágonos em branco e pentágonos em preto. O resultado foi algo tão notavelmente diferente que, hoje em dia, o design impresso é uma ferramenta de marketing vital na venda de bolas de futebol. A maioria dos primeiros designs era impressa nos pedaços individualmente depois que tinham sido cortados, um processo laborioso mas, com o advento do material que vinha em folhas ou rolos, é possível imprimir um ou mais designs inteiros de bolas com uma única impressão.
Cada fabricante não tem apenas sua própria logo e marca da bola em cada bola, mas também tem um estilo único para diferenciá-la das suas rivais – círculos, triângulos, pinceladas, estrelas, formas em “V”, quadrados, ziguezagues. E, quando antes as bolas eram marrom ou bege, agora são na maioria brancas com padrões impressos em preto. Mas mesmo isso vem mudando, e começamos a ver bolas com desenhos com fundo branco fosco ou creme ou azul claro ou prata, e a estampa pode ser em várias cores.